VEJAM SÓ:
A guerra no Irã revelou-se um verdadeiro tiro no pé para Donald Trump. O que se vendia como demonstração de força e liderança internacional começa a se traduzir, na prática, em desgaste político interno. A rejeição à sua administração já alcança preocupantes 62%, um índice que acende um alerta vermelho dentro da própria base republicana.
Como se não bastasse, o embate público com o Papa Leão XIV agravou ainda mais o cenário. Confrontar uma das maiores lideranças morais do planeta não apenas gerou repercussão negativa global, mas também afastou setores moderados e religiosos que, até então, orbitavam seu campo político.
E o calendário não perdoa: em novembro, os Estados Unidos enfrentam eleições legislativas decisivas. Caso Trump perca a maioria no Congresso, seu governo entrará em uma zona de turbulência institucional, com dificuldades reais para aprovar projetos, sustentar sua agenda e até manter coesão política. A governabilidade ficará seriamente comprometida.
A realidade é dura e implacável: decisões precipitadas no cenário internacional cobram seu preço — e, muitas vezes, esse preço chega mais rápido do que se imagina. Liderar uma potência global exige mais que bravatas; exige estratégia, equilíbrio e responsabilidade.
São, como se diz, os ossos do ofício — mas também o peso das escolhas.
Misericórdia!
P.S.: A escuridão da ignorância continua sendo, sem dúvida, a mais perigosa de todas — porque é dela que nascem os erros mais graves e as consequências mais devastadoras.
Carlos Magno
Jornalista DRT/PA 2627